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Resumo em 10 segundos

Em 48 horas, a Meta terá de abrir dados técnicos sobre alcance, anúncios e moderação. O caso coloca a transparência das plataformas no centro da disputa eleitoral. ⚖️📱

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O TSE deu 48 horas para a Meta explicar supostas restrições a anúncios e conteúdos da campanha de Lula. ⚖️📱 A disputa agora entra nos bastidores dos algoritmos — onde alcance, regras e transparência podem pesar tanto quanto um palanque. 🧵

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A história começou com uma reclamação da coordenação petista: conteúdos impulsionados teriam sido retidos ou entregues abaixo do público contratado. A campanha acusa a plataforma de não esclarecer as falhas e de favorecer, na prática, conteúdos de direita.

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Um dos números levados ao tribunal chama atenção: segundo a campanha, a página de Flávio Bolsonaro teve engajamento médio 2,96 vezes maior que a de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. Isso, por si só, não prova interferência — mas reforçou o pedido por dados.

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O ministro Marco Aurélio Bellizze observou um ponto decisivo: as informações necessárias para checar a acusação estão guardadas exclusivamente nos sistemas da Meta. Sem acesso a métricas, logs e critérios técnicos, não há como auditar o que ocorreu.

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Por isso, a ordem foi detalhada. A Meta terá de preservar registros, métricas, dados de anúncios e logs de moderação ligados ao caso. Também precisará informar medidas aplicadas desde 16 de agosto a perfis oficiais e contas indicadas pela campanha.

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A representação cita ainda 255 perfis no Instagram supostamente operados por IA, que teriam somado 58 milhões de visualizações em um mês com posts contra Lula, o PT e Janja. A denúncia também menciona conteúdos sintéticos identificados pelo projeto VigIA, da Agência Lupa.

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Os documentos técnicos ficarão sob sigilo, mas a resposta pode definir um precedente: plataformas gigantes não podem ser caixas-pretas quando influenciam o debate público. Transparência algorítmica é uma questão de paridade eleitoral — e de direito à informação.

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