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Uma decisão sobre votos sub judice pode mudar a conta dos votos válidos — e até dispensar o 2º turno no Rio. 🗳️

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O TSE formou maioria, segundo o Estadão, para anular os votos de Anthony Garotinho na disputa pelo governo do Rio. A consequência pode ser enorme: Douglas Ruas (PL) poderia ser declarado eleito já no 1º turno. 🗳️🧵

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Vamos por partes: Garotinho recebeu 274.411 votos, ou 3,17% dos válidos. Mas sua candidatura estava “sub judice” — isto é, dependia de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral para que os votos fossem contabilizados.

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O TRE-RJ havia negado o registro da candidatura por causa de condenação por improbidade administrativa e da possível suspensão dos direitos políticos. O debate jurídico envolve quando começa a contar a inelegibilidade de 8 anos prevista na Lei da Ficha Limpa.

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Na apuração original, Douglas Ruas teve 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes, 42,76%. Como Ruas ficou abaixo de 50%, haveria 2º turno. Só que essa conta pode mudar se os votos de Garotinho saírem definitivamente da base.

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Em termos simples: anulados os votos de Garotinho, o total de votos válidos diminui. Assim, os 49,27% de Ruas podem virar mais de 50% na nova divisão — percentual suficiente para vitória em 1º turno.

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O caso mostra por que regras de elegibilidade precisam ser claras e decisões judiciais, previsíveis: elas afetam diretamente a escolha do eleitorado. Mais do que uma disputa de números, está em jogo a confiança pública no processo eleitoral.

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