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🌍 Uma regra europeia de 1996 volta ao centro do debate e pode proteger a independência da justiça internacional.

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A União Europeia é pressionada a usar uma lei pouco conhecida para proteger o Tribunal Penal Internacional das sanções dos EUA contra seus juízes 🌍⚖️🧵

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A ferramenta é o “Estatuto de Bloqueio”, de 1996. Na prática, ele pode proibir empresas e bancos europeus de obedecer a sanções extraterritoriais impostas por outros países — um escudo jurídico para a atuação independente do TPI.

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O foco agora são sanções anunciadas pelo governo Trump contra 18 de agosto, incluindo congelamento de ativos e restrições financeiras, que atingem a presidente do TPI, Tomoko Akane, e o procurador Abdoulaye Seye.

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Para o tribunal sediado em Haia, o risco é concreto: se bancos, fornecedores e parceiros temerem punições externas, a Justiça internacional pode perder capacidade de investigar crimes graves. Independência financeira também é condição para direitos humanos.

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Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, reafirmou apoio “inabalável” ao TPI. Ursula von der Leyen e António Costa também defenderam que juízes e servidores possam trabalhar sem pressão externa. O sinal político é forte.

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Agora, parlamentares europeus e alguns governos querem transformar apoio em proteção prática. Acionar o Estatuto de Bloqueio exigiria coordenação, clareza regulatória e respaldo às empresas — mas abriria um precedente importante contra coerção econômica.

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A disputa vai além do TPI: ela testa se instituições multilaterais conseguem atuar com autonomia diante de potências globais. Uma UE disposta a defender regras comuns pode fortalecer o acesso das vítimas à justiça — onde quer que os crimes ocorram.

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