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Resumo em 10 segundos

🌿 Pesquisa no Espírito Santo usa flor-de-seda, sumaúma e taboa para filtrar efluentes industriais com menos energia. A promessa é relevante — mas precisa avançar do laboratório à escala real.

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Uma fibra vegetal pode ajudar a separar óleo da água contaminada por atividades industriais? 🌿 A Ufes testa filtros com flor-de-seda para tratar efluentes usando menos energia — e mantendo, ou elevando, a eficiência. 🧵

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O problema não é pequeno: óleos minerais de máquinas, carros e equipamentos têm baixa biodegradabilidade. Quando chegam à água, formam uma película que reduz a oxigenação de rios e lagos, afetando ecossistemas inteiros.

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A aposta do PPGEN/Ufes, no Ceunes em São Mateus, é usar fibras de Calotropis procera (flor-de-seda), Ceiba pentandra (sumaúma) e Typha domingensis (taboa) para reter óleo emulsificado — aquele misturado à água e mais difícil de separar.

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O ponto técnico mais interessante: filtrar óleo emulsificado costuma exigir processos físico-químicos e consumo energético relevante. Se fibras vegetais entregarem desempenho comparável com menos energia, há ganho ambiental e operacional.

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Mas há uma pergunta decisiva: funcionar em laboratório não basta. Será preciso medir durabilidade, volume tratado, descarte ou reuso das fibras saturadas, custo logístico e eficiência diante de efluentes reais, bem mais variáveis que amostras controladas.

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A pesquisa começou em 2020 e já gerou dissertações de Lucas Coutinho e Odilon de Oliveira, hoje no doutorado. O projeto reúne Ufes e Ufam, sob coordenação de Eduardo Muniz e parceria de Nazareno Braga.

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Se a tecnologia escalar, pode atender indústrias, oficinas e postos de combustíveis — setores em que filtros mais acessíveis facilitariam o cumprimento ambiental. Inovação útil não é só inventar: é tornar a solução confiável, auditável e adotável.

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Há uma boa lição aqui: soluções de alta relevância tecnológica nem sempre começam com materiais raros ou caros. Às vezes, começam numa fibra vegetal, mas só se consolidam com ciência pública, testes rigorosos e aplicação responsável.

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