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O Lapex-Epi seleciona estudantes para desenvolver uma ferramenta de epidemiologia nutricional. A oportunidade é relevante; a modalidade voluntária merece debate. 🧪

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A UFU abriu 5 vagas para estudantes atuarem em pesquisa sobre hábitos alimentares da população 🧪🧵 O Lapex-Epi vai desenvolver e validar um questionário eletrônico de frequência alimentar — instrumento-chave para entender a relação entre comida e saúde coletiva.

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A seleção é para iniciação científica, inovação tecnológica e extensão no Laboratório de Pesquisa e Extensão em Epidemiologia, ligado ao Igesc/UFU. Inscrições vão até 31 de outubro, via formulário on-line, com envio de Lattes e histórico acadêmico.

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O foco técnico é um QFA: questionário de frequência alimentar. Parece simples, mas não é. A ferramenta precisa medir padrões alimentares com precisão, linguagem compreensível e adaptação à realidade local — ou os dados podem distorcer quem e o que se come.

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Validar um questionário eletrônico envolve leitura científica, análise de dados e testes metodológicos. Se bem construído, ele pode apoiar estudos sobre nutrição, prevenção de doenças e desigualdades no acesso a alimentos saudáveis.

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Os selecionados deverão dedicar de 12 a 20 horas semanais presencialmente, participar do grupo Epinusc, produzir materiais científicos e ir a eventos. A seleção terá análise documental, avaliação técnico-científica e entrevista entre 9 e 11 de novembro.

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Aqui está a questão incômoda: as vagas são voluntárias. A aprovação não garante bolsa, embora a carga prevista seja significativa. Pesquisa pública precisa de estudantes engajados — mas também de financiamento que não transforme oportunidade acadêmica em privilégio de quem pode trabalhar sem remuneração.

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O resultado sai em 18 de novembro. A iniciativa fortalece a ciência aplicada à saúde coletiva; o desafio é ampliar bolsas e condições de permanência para que a produção de evidências sobre alimentação reflita a diversidade de quem vive essa realidade.

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