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A Anistia Internacional alerta: militarização e falta de cooperação das Forças Armadas seguem travando a justiça no Equador. 🇪🇨🧵

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No Equador, um ano depois do relato “foram os militares, eu vi”, a Anistia Internacional faz um alerta pesado: a militarização continua — e as Forças Armadas ainda não cooperam plenamente com investigações. 🇪🇨🧵

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O ponto não é negar a crise de segurança que o país enfrenta. Ela é real. Mas combater violência e crime não pode significar deixar denúncias de abusos sem resposta, sem provas e sem responsabilização.

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Segundo a Anistia, a falta de colaboração militar segue bloqueando o acesso à verdade e à Justiça para vítimas e familiares. Quando uma instituição se fecha, quem fica esperando explicação é justamente quem já perdeu mais.

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Militares em tarefas de segurança pública podem até ser uma medida temporária em cenários extremos. Só que isso exige limites claros, supervisão civil e investigação independente quando há denúncia de violação de direitos.

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Sem transparência, cresce a desconfiança. E sem dados, documentos e depoimentos disponíveis às autoridades, qualquer apuração vira um caminho bem mais difícil — quase impossível para famílias que não têm poder ou recursos.

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A cobrança da Anistia é direta: o Estado equatoriano precisa garantir cooperação efetiva das Forças Armadas e impedir que a estratégia de segurança vire uma zona sem prestação de contas.

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Segurança pública de verdade não se mede só por operações e soldados nas ruas. Também se mede pela capacidade de proteger direitos, ouvir vítimas e garantir que ninguém esteja acima da lei.

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