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🌌 Um gigante gasoso pode ter nascido depois da morte da estrela que hoje orbita. O “planeta fênix” desafia o que imaginávamos sobre formação planetária. 🧵

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Um planeta pode nascer quando sua estrela já morreu? 🌌 Astrônomos encontraram um candidato a “planeta fênix”: um gigante gasoso que pode ter se formado dos restos da estrela morta que hoje orbita. 🧵

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O sistema fica a cerca de 270 anos-luz da Terra. No centro está a anã branca HS 0209+0832 — o núcleo ultradenso de uma estrela extinta. Ao redor dela, o possível planeta completa uma volta em apenas 4,4 dias. Como algo poderia surgir num ambiente tão extremo?

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Ele parece ter tamanho comparável ao de Júpiter, mas vive perigosamente perto da anã branca. A radiação intensa está arrancando sua atmosfera aos poucos. Estamos observando um planeta sendo destruído — ou pistas de como ele nasceu?

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A pista mais intrigante está na química da anã branca: zinco, cobre e nióbio aparecem em abundâncias excepcionais. O nióbio passa de mil vezes o nível visto no Sol. Esses elementos apontam para material expelido nos últimos estágios da estrela. Coincidência ou assinatura de um novo nascimento?

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A hipótese: quando a estrela virou gigante vermelha, lançou suas camadas externas ao espaço. Parte desse material teria permanecido em órbita, criado um novo disco e, depois, formado o planeta. Mas discos ao redor de estrelas moribundas deveriam ser tão eficientes assim?

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Se confirmado, este seria o primeiro planeta de segunda geração conhecido em órbita de uma anã branca. A descoberta, publicada na Nature Astronomy, questiona uma ideia central: planetas só se formam ao redor de estrelas jovens? Talvez o fim de uma estrela também possa iniciar um mundo.

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