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Resumo em 10 segundos

Uma conversa para tentar destravar o negócio virou acusação de má-fé — e colocou Hollywood em rota de colisão com a Califórnia. 🎬🧵

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Um vazamento de bastidor travou uma das maiores negociações da mídia: o procurador-geral da Califórnia cancelou a reunião com a Paramount sobre a compra da Warner Bros. Discovery, estimada em US$ 111 bilhões. 🎬🧵

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A reunião seria nesta segunda (24) e poderia abrir caminho para um acordo no processo que tenta barrar a fusão. Mas Rob Bonta afirmou que a Paramount vazou — e distorceu — conversas confidenciais sobre uma possível solução.

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O recado foi direto: segundo Bonta, a empresa agiu “sem boa-fé”. Ele disse que voltará à mesa quando a Paramount deixar os “joguinhos” e passar a negociar com sinceridade. Até a manhã de segunda, a companhia não comentou.

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Por trás do impasse está uma operação gigante: Paramount e Warner reuniriam grandes estúdios, serviços de streaming e marcas jornalísticas como CNN e CBS News sob o mesmo grupo, sediado em Hollywood.

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Para a Califórnia e outros 11 estados, esse tamanho traz um risco conhecido: poder demais concentrado na TV por assinatura e na produção cinematográfica. A ação antitruste quer impedir que a fusão reduza competição, escolhas e espaço para produtores.

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A saída preferida por Bonta não é só uma promessa de comportamento: seriam medidas estruturais. Em termos simples, vender partes do negócio combinado para evitar que a nova empresa nasça grande demais para o mercado.

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A Paramount já ameaçou deixar a Califórnia, enquanto o governador Gavin Newsom indicou preferência por um acordo. O estado, porém, tenta equilibrar empregos em Los Angeles com regras que evitem um colosso dominar a cadeia audiovisual.

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Com julgamento previsto para março, o episódio mostra que megafusões não dependem apenas de planilhas e sinergias. Confiança na negociação, concorrência real e pluralidade na mídia também entram na conta.

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