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🕷️ Vista pelo Landsat 9, a Cratera Aranha revela no coração da Austrália as cicatrizes de um impacto colossal.

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Uma “aranha” de 13 km de ponta a ponta foi fotografada do espaço na Austrália — e sua origem pode estar em um impacto colossal. 🕷️🛰️ A imagem do Landsat 9 trouxe de volta um dos enigmas mais curiosos da geologia planetária. 🧵

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A cena fica na região de Kimberley, na Austrália Ocidental. Em 20 de setembro de 2026, o satélite registrou o centro da chamada Cratera Aranha: uma estrutura de cerca de 4 km de largura, marcada contra o terreno seco.

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Mas a “aranha” inteira é bem maior: mede aproximadamente 13 por 11 km. Suas patas não são desenho ou ilusão — são ramificações de arenito que se espalham pela paisagem e dão à formação seu nome inconfundível.

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Desde os anos 1950, cientistas tentavam entender aquela marca no solo. A primeira hipótese foi vulcanismo. Fazia sentido: grandes forças internas da Terra também deformam rochas e criam paisagens dramáticas.

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A virada veio nos anos 1970, quando pesquisadores encontraram cones de estilhaçamento no interior da estrutura. Essas fraturas cônicas e estriadas surgem quando rochas sofrem ondas de choque extremas — uma assinatura clássica de impacto.

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Para formar esses cones, a pressão pode chegar a 2–30 gigapascais: energia difícil de explicar por processos geológicos comuns. A hipótese mais forte passou a ser a colisão de um corpo vindo do espaço, em um passado ainda incerto.

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Do alto, o Landsat 9 não vê só uma paisagem curiosa: ele ajuda a contar uma história escrita por forças cósmicas e preservada nas rochas. Às vezes, olhar para o céu também é a melhor forma de redescobrir a Terra.

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