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Resumo em 10 segundos

MP Eleitoral pede manter a condenação de um vereador de Camaçari por violência política de gênero e importunação sexual. Até quando mulheres eleitas terão de lutar para exercer um mandato? ⚖️

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O MP Eleitoral pediu ao TSE que mantenha a condenação do vereador Dilson “Dentinho do Sindicato”, de Camaçari (BA), por violência política de gênero e importunação sexual contra a vereadora Angélica Bittencourt. ⚖️🧵

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A acusação vai além de uma discussão acalorada no plenário. Segundo o processo, vídeos registraram a retirada da placa de Angélica de sua cadeira — como se até o lugar institucional dela pudesse ser tomado. Que recado isso transmite?

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Depois, conforme os autos, houve contato físico sem consentimento: o vereador teria sentado ao lado dela, colocado o cotovelo entre suas pernas e a puxado em um abraço comparado a um “mata-leão”. Isso é disputa política ou intimidação?

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O vice-PGE Alexandre Espinosa afirmou que as imagens, testemunhos e o relato da vítima apontam constrangimento, assédio, humilhação e perseguição. Em crimes de natureza sexual, por que ainda se tenta tratar a palavra da vítima como detalhe?

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O TRE-BA condenou o vereador a 4 anos de prisão e multa. No TSE, a ministra Estela Aranha votou por manter esse entendimento, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Kássio Nunes Marques. Quanto tempo a resposta institucional pode esperar?

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Angélica era a única vereadora do município. Quando uma mulher eleita é constrangida dentro da própria Câmara, não se atinge só uma pessoa: limita-se a representação de eleitoras e eleitores. Quem perde quando mulheres são afastadas da política?

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Câmaras municipais deveriam ser espaços de debate público, não de medo. O desfecho no TSE ajudará a definir se o mandato de uma mulher recebe a mesma proteção prática que qualquer outro — e se agressões terão consequência real.

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