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Resumo em 10 segundos

85,4% dos alunos votaram pela paralisação. Por trás da decisão, há uma pergunta que vai além da sala de aula: como formar médicos para cuidar bem do SUS? 🩺

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Na Faculdade de Medicina de Bauru, uma votação transformou inquietação em greve: 85,4% dos alunos do 1º ao 4º ano aprovaram a paralisação por melhorias na formação. O que está em jogo não é só calendário acadêmico — é o futuro cuidado de milhares de pacientes. 🩺🧵

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A história começou antes do anúncio: após uma mobilização em 21 de setembro, estudantes relataram problemas que, para eles, não podem esperar. A greve teve início na terça-feira (22), reunindo turmas em torno de uma pauta acadêmica concreta.

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No centro da reivindicação está o internato — etapa em que futuros médicos aprendem na prática, atendendo sob supervisão, muitas vezes na rede pública. Quando essa estrutura falha, a formação fica incompleta justamente no momento mais decisivo do curso.

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Os alunos também pedem mais campos de estágio, um canal direto de comunicação com a administração e mudanças na diretoria. Não é uma discussão abstrata: vagas, supervisão e organização definem quanto cada estudante consegue aprender no serviço real.

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As turmas reagiram de formas diferentes. O 5º ano aderiu temporariamente; o 6º manteve atividades, perto da formatura e com receio de retaliações. A divisão mostra como a pressão institucional pesa de modo desigual ao longo da graduação.

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A FMBRU-USP afirma manter diálogo por comissões e canais institucionais, ampliar atividades com o Hospital das Clínicas e celebrar nota máxima no Enamed. Também cita 15 programas de residência implementados recentemente. Bons indicadores, porém, não anulam demandas cotidianas.

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O Hospital das Clínicas de Bauru informou que a assistência aos pacientes não foi afetada, pois há profissionais contratados para o atendimento. O desafio agora é transformar a mobilização em respostas verificáveis: formar bem médicos é também fortalecer, na ponta, o SUS.

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