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Há 100 anos, a drosófila levou a genética para outro patamar. Agora, a Unicamp celebra uma história que conecta restos de fruta, cromossomos e medicina de precisão. 🪰

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Uma mosca que aparece perto de frutas maduras ajudou a explicar como características passam entre gerações — e mudou a biologia para sempre. 🪰🧬 Em 2026, a Teoria do Gene completa 100 anos. 🧵

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A protagonista é a Drosophila melanogaster, a mosca-da-fruta. Pequena, fácil de criar e de reprodução rápida, ela parecia um detalhe incômodo do cotidiano. No laboratório, virou uma janela para a hereditariedade.

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Foi observando gerações dessas moscas que Thomas Morgan demonstrou algo revolucionário em 1926: genes são unidades físicas, localizadas em pontos específicos dos cromossomos.

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Mais que isso: os genes se organizam em uma espécie de linha ao longo dos cromossomos. Essa ideia ajudou a explicar a recombinação — a mistura de material genético que torna cada geração parecida, mas não idêntica, à anterior.

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Naquele momento, ninguém sequer conhecia a estrutura do DNA. Ela só seria descrita em 1953. Morgan estava tateando no “breu da genética”, mas seus experimentos renderam o Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1933.

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Um século depois, a mesma mosca ainda ajuda cientistas a investigar funcionamento celular e doenças genéticas. O conhecimento acumulado também apoia estudos sobre mutações ligadas a alguns tipos de câncer.

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Em 22 de outubro, o Museu Exploratório de Ciências da Unicamp realiza uma atividade especial para marcar o centenário. É um lembrete de que ciência básica — até a feita com uma mosquinha — pode redesenhar o futuro da saúde.

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Da drosófila ao genoma humano, a lição permanece: grandes respostas nem sempre começam grandes. Às vezes, começam sobre uma fruta esquecida — e atravessam um século de descobertas. 🪰

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