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Resumo em 10 segundos

Após a catástrofe no Himalaia, famílias transformaram um corredor de hospital em um mapa de buscas, luto e esperança. 🕯️

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Uma parede de 25 metros em um hospital de Katmandu foi coberta por fotos de desaparecidos após as enchentes no Nepal. Cada retrato é uma família tentando transformar a espera em alguma resposta. 🕯️🧵

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Tudo começou com o colapso de uma geleira no Himalaia, na fronteira entre China e Nepal. A água gelada, a lama e os detritos avançaram como um tsunami: mais de mil mortes e quase 4.500 pessoas ainda desaparecidas.

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No Hospital Universitário Tribhuvan, Prakash Chhetri fixou a foto do irmão na parede. Ele conduzia nove peregrinos rumo a Gosaikunda. Um único passageiro sobreviveu ao saltar do veículo antes de a correnteza levá-lo.

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Debu Sapkota procurava a sogra, de 83 anos, e a neta. Havia alerta de emergência, mas fugir nem sempre é possível — especialmente para idosos, crianças e quem depende de ajuda para se deslocar. As duas foram arrastadas juntas.

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As fotos não mostram apenas números: há mães com crianças, atletas, integrantes da comunidade sherpa, trabalhadores, engenheiros chineses e peregrinos indianos. A tragédia atravessou idades, fronteiras e origens.

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Em desastres assim, a emergência não termina quando a água baixa. Hospitais precisam acolher feridos, identificar vítimas e oferecer apoio psicossocial a quem vive a angústia de não saber onde está alguém amado.

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Aquela parede virou um arquivo de vidas interrompidas — e um lembrete duro: alertas, resgate acessível e redes públicas de saúde preparadas podem definir quem consegue escapar quando minutos passam a valer tudo.

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