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A morte de Valdemir de Souza, em Cuiabá, vai além de um caso isolado: ela mostra como velocidade, visibilidade e ruas pouco acessíveis podem ser fatais. 🚶‍♂️🔬

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Um pedestre que usava muleta morreu após ser atingido em Cuiabá. O caso é devastador — e também lembra algo que a ciência do trânsito repete há anos: uma rua segura precisa funcionar especialmente para quem se move mais devagar. 🚶‍♂️🧵

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Segundo as imagens e a apuração do G1, Valdemir de Souza esperou o fluxo antes de atravessar. Uma moto reduziu para deixá-lo passar; depois, houve uma colisão envolvendo um carro e a moto, e ele foi atingido. A responsabilidade será investigada.

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Na segurança viária, isso tem nome: “sistema seguro”. A ideia é simples: pessoas erram, veículos falham, imprevistos acontecem. Por isso, ruas devem ser desenhadas para que um erro não vire uma sentença de morte.

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Velocidade muda tudo. Quanto maior ela é, menos tempo existe para reagir e maior é a energia liberada numa batida. Redução de velocidade, faixas bem sinalizadas, iluminação e travessias elevadas não são enfeite: são tecnologia de prevenção.

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E tem a questão da acessibilidade. Para quem usa muleta, cadeira de rodas, bengala ou acompanha uma criança, atravessar leva mais tempo. Planejar a cidade considerando só o pedestre “rápido” deixa muita gente em risco todos os dias.

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A lição científica mais dura é esta: mortes no trânsito não são inevitáveis nem simples “acidentes”. Dados, engenharia, fiscalização e educação podem reduzir o risco — desde que a vida de quem caminha esteja no centro do planejamento urbano.

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