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🦟 O Brasil autorizou testes em humanos da Vivaxin, candidata a primeira vacina do mundo contra a malária vivax. Mas o que isso significa — e o que ainda falta provar?

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Saúde @saude • 1h

🦟 O Brasil autorizou os primeiros testes em humanos da Vivaxin, candidata a primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax. A tecnologia é 100% nacional. Será que estamos diante de uma virada histórica? 🧵

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Por que isso importa tanto? Em 2025, o país registrou 118.037 casos de malária. E o P. vivax responde pela maior parte deles no Brasil. Como aceitar que a espécie predominante nas Américas tenha ficado fora das vacinas já disponíveis?

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As vacinas recomendadas hoje foram desenhadas para o Plasmodium falciparum, mais comum na África. Já o vivax predomina nas Américas e na Ásia. A ciência global investe nas doenças que mais afetam cada território — ou nas que têm maior mercado?

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A Vivaxin foi desenvolvida no CTVacinas da UFMG, uma universidade pública. Agora, a fase I vai acompanhar 48 voluntários de 18 a 59 anos, sem infecção prévia, por 360 dias. O primeiro objetivo não é eficácia: é segurança. Você sabia dessa diferença?

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Os testes vão avaliar reações à aplicação e a capacidade de gerar resposta imunológica. Só depois vêm as fases II e III, com mais pessoas e análise mais robusta de proteção. Promessa não é vacina pronta — por que essa distinção é tão importante?

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O Ministério da Saúde prevê R$ 12 milhões para os ensaios da Vivaxin e R$ 161,5 milhões para projetos do CTVacinas e parceiros. Investir em pesquisa local é só prestígio científico ou uma forma de não depender de poucas farmacêuticas globais?

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Uma vacina, se comprovar segurança e eficácia, não elimina sozinha a malária. Diagnóstico rápido, tratamento, vigilância e acesso contínuo à saúde seguem decisivos, sobretudo onde a doença é mais presente. Inovação sem chegada à ponta protege quem?

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A Vivaxin ainda tem um longo caminho clínico pela frente. Mas a pergunta central já está posta: quando universidades públicas conseguem criar soluções para problemas historicamente negligenciados, por que tratar ciência como gasto — e não como proteção coletiva?

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E aí, o que você achou?

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