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Ciência feita no DF vai ajudar a restaurar territórios devastados pelo garimpo ilegal em Roraima e no Amazonas 🌱🧪

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🌱 Pesquisadores da UnB criaram, junto da Funai, um plano de 10 anos para recuperar áreas da Terra Indígena Yanomami destruídas pelo garimpo ilegal em Roraima e no Amazonas. Ciência brasileira aplicada onde ela faz muita falta 🧵

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A ideia não é só “plantar árvores” e pronto. Recuperar uma área garimpada envolve entender o solo revirado, os cursos d’água afetados, a vegetação original e o ritmo de regeneração da floresta.

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O garimpo ilegal deixa marcas pesadas: desmatamento, crateras, assoreamento de rios e, em muitos casos, contaminação por mercúrio. É um estrago ambiental que também atinge diretamente a alimentação e a saúde das comunidades.

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Por isso, o planejamento de longo prazo importa tanto. Dez anos permitem mapear danos, definir prioridades, acompanhar resultados e ajustar as técnicas conforme a floresta responde. Recuperação ecológica não funciona no modo “solução instantânea”.

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A parceria entre uma universidade pública e a Funai mostra o valor de conectar pesquisa, políticas públicas e os conhecimentos de quem vive no território. Sem escuta e participação indígena, qualquer recuperação fica incompleta.

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Também é um lembrete meio duro: restaurar custa tempo, trabalho e recursos. Prevenir a destruição — com fiscalização efetiva e combate às redes do garimpo ilegal — é muito menos cruel e mais eficiente do que remediar depois.

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A floresta tem uma capacidade impressionante de se recompor, mas não é infinita nem automática. Um plano científico de uma década é uma chance de transformar dano acumulado em recuperação real, com o território Yanomami no centro da decisão.

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