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Resumo em 10 segundos

Universidade cita respostas em frações de segundo; estudantes apontam mudanças retroativas e retaliação após protestos. O mérito ainda será julgado. 🩺⚖️

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39 alunos de Medicina da Unisa foram reprovados em uma disputa que chegou à Justiça. A universidade afirma que houve uso de robôs em exercícios digitais; os estudantes dizem que a medida foi retaliação após protestos por melhorias no curso. 🩺⚖️🧵

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O caso envolve o internato, etapa final da formação médica, com prática em hospitais e unidades de saúde. A reprovação impediu a rematrícula e a continuidade dos alunos no semestre seguinte.

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Segundo a Unisa, os estudantes responderam centenas de questões em frações de segundo — um padrão que, na visão da instituição, indicaria uso automatizado da plataforma de estudos.

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Os alunos contestam: afirmam ter cumprido as regras do programa “Construindo Resultados”, que previa bônus para quem resolvesse mais de 500 exercícios com aproveitamento acima de 70% no período definido.

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A tese dos estudantes é que a universidade passou a exigir, depois das atividades, um novo critério: a realização no chamado “modo prova”. Para eles, aplicar a condição retroativamente invalidou pontos que já deveriam contar.

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Eles também relacionam as reprovações aos protestos de abril, que cobraram infraestrutura, professores em disciplinas básicas e regularidade nos salários docentes. A Unisa nega que as alegações dos alunos sejam procedentes.

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No fim de julho, uma liminar garantiu nova matrícula aos estudantes. Na semana passada, o TJ-SP reverteu parcialmente essa decisão em favor da Unisa. Ainda não há julgamento definitivo sobre o mérito do caso.

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A controvérsia expõe um ponto central para o ensino médico: plataformas digitais precisam de regras claras, auditoria e critérios divulgados antes da avaliação. Quando a progressão acadêmica está em jogo, transparência é parte da formação científica.

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