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Resumo em 10 segundos

🎮 Tecnologia também pode salvar, informar e gerar empatia. Conheça “Rota de Fuga”, game criado por estudantes para conscientizar sobre violência de gênero.

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🎮 Estudantes da UnDF criaram um jogo digital para colocar um tema urgente no centro da tela: a violência contra as mulheres. O game “Rota de Fuga” usa puzzles e escolhas para mostrar obstáculos reais vividos por vítimas. 🧵

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A ideia nasceu na 4ª Batalha de Jogos da universidade, em julho. Seis equipes desenvolveram games sobre prevenção e enfrentamento ao feminicídio — programação, criatividade e propósito andando juntos.

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Em “Rota de Fuga”, a pessoa joga com Rosângela, mulher negra de 28 anos e ex-estudante de medicina. Ela precisa escapar da casa do marido agressor enquanto enfrenta isolamento, controle e violência patrimonial.

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O formato lembra um escape room: clicar nos objetos do cenário, prestar atenção nos diálogos e resolver desafios. Só que aqui cada pista ajuda a entender como a violência pode limitar escolhas e até a liberdade de ir e vir.

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Esse é o ponto mais forte: desmontar a ideia cruel de que uma vítima “fica porque quer”. O jogo mostra, de forma interativa, que sair de uma relação abusiva envolve medo, dependência, vigilância e barreiras concretas.

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Para João Pedro de Araújo, da equipe vencedora, games conseguem contar histórias e provocar reflexão, especialmente entre jovens. E a conversa precisa chegar também aos meninos, junto de educação e debate nas escolas.

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Tecnologia não resolve sozinha um problema estrutural. Mas pode ampliar informação, criar empatia e abrir espaço para conversas que muita gente evita. Quando ensino público e desenvolvimento de software se encontram, o impacto pode ir bem além da tela.

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