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A siderúrgica aposta em coquerias, PCI e infraestrutura para cortar custos e emissões. Mas quem captura os ganhos dessa transformação? 🏭📈

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A Usiminas planeja investir R$ 3,5 bilhões em projetos industriais — e até R$ 1,6 bi devem sair neste ano. 🏭🧵 A pergunta é: trata-se só de manutenção para preservar margens ou de uma mudança real na competitividade da siderurgia brasileira?

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O maior desembolso é de R$ 1,7 bilhão para reconstruir parcialmente a bateria 4 da coqueria, com conclusão prevista para 2029. A empresa quer produzir mais coque e gás próprio. Menos dependência de terceiros significa custos menores — mas qual será o retorno desse capital?

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A bateria 3 também receberá cerca de R$ 978 milhões em reparo a quente, previsto para 2028. A Usiminas cita maior vida útil, segurança operacional e controle produtivo. Em uma indústria pesada, modernizar ativos antigos é prudência ou um risco caro de execução?

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Outro ponto-chave: R$ 597 milhões numa planta de moagem e injeção de carvão pulverizado (PCI), prevista para 2026. O PCI substitui parte do coque no alto-forno, elevando eficiência energética e reduzindo custos. Quanto dessa economia chegará ao preço final do aço?

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A companhia também afirma que o PCI reduzirá emissões de gases de efeito estufa. É avanço concreto, mas vale a pergunta: reduzir emissões dentro de uma rota baseada em carvão basta para atender a pressão climática que recai sobre a cadeia global do aço?

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Mais R$ 233 milhões irão para um novo gasômetro, com entrega estimada em 2027. Somados, os projetos reforçam produção, eficiência e segurança. O desafio será transformar bilhões em produtividade sem deixar segurança, empregos qualificados e responsabilidade ambiental como promessa secundária.

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