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A partir de 2027, um novo centro da FOB-USP quer usar ciência, dados e inovação para enfrentar filas e desigualdades no acesso ao cuidado fonoaudiológico. 🗣️🔬

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A FOB-USP, em Bauru, sediará a partir de 2027 um centro dedicado a melhorar os cuidados fonoaudiológicos no SUS. 🗣️🔬 A proposta é atacar filas, falhas de fluxo e desigualdades de acesso com pesquisa aplicada. 🧵

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O CCIF-SUS é um dos 32 novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento selecionados pela Fapesp. A ideia central é relevante: universidade, rede de saúde e gestores públicos trabalhando sobre problemas reais — não só produzindo artigos.

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Na prática, o centro quer mapear a situação dos serviços, reorganizar encaminhamentos e integrar atenção básica e especializada. Isso importa porque uma fila não é apenas um número: pode significar atraso no desenvolvimento infantil, na reabilitação e na autonomia.

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O desafio, porém, vai além de “inovar”. Tecnologia e evidências só reduzem espera se vierem acompanhadas de profissionais suficientes, financiamento estável e capacidade de execução nos municípios. Sem isso, bons diagnósticos podem parar no papel.

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Coordenado por Kelly Cristina Alves Silvério, o CCIF-SUS reunirá FOB-USP, DRS-6 de Bauru, Instituto de Saúde da SES-SP e Unesp. A participação de estudantes, profissionais e gestores pode aproximar formação acadêmica das necessidades do território.

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Há uma questão científica decisiva: quais gargalos geram as filas? Falta de triagem? Encaminhamentos inadequados? Distribuição desigual de especialistas? Medir isso com dados locais é mais promissor do que copiar modelos prontos de outras realidades.

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Se conseguir transferir evidências para a gestão pública e fortalecer equipes multiprofissionais, o centro poderá virar referência. O teste real será simples — e exigente: menos tempo de espera e mais cuidado qualificado para quem hoje chega por último.

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