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Resumo em 10 segundos

🧠 Uma plataforma imersiva pode ajudar a identificar sinais iniciais de comprometimento cognitivo antes que evoluam para demências graves. Entenda como ela funciona. 🧵

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🧠 Pesquisadores da USP estão combinando realidade virtual e IA para identificar sinais de declínio cognitivo em idosos com mais precisão — e mais cedo. A meta é agir antes que casos leves possam evoluir para demências, como Alzheimer. 🧵

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O foco é o Comprometimento Cognitivo Leve (MCI): uma fase em que memória, atenção ou raciocínio começam a falhar, mas a pessoa ainda preserva boa parte da autonomia. Estima-se que ele atinja entre 15% e 20% das pessoas acima de 65 anos.

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Por que detectar cedo importa? Porque cerca de metade das pessoas com MCI pode evoluir para demência em até cinco anos. Um diagnóstico antecipado não resolve tudo, mas abre espaço para acompanhamento, intervenções e planejamento de cuidado.

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Hoje, a triagem costuma usar testes de papel e caneta, como Mini-Mental e MoCA. Eles são importantes, mas podem ser influenciados por escolaridade, contexto cultural e interpretação profissional — além de terem dificuldade para captar alterações muito sutis.

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A proposta do ICMC-USP é diferente: uma bateria cognitiva imersiva em realidade virtual. Em vez de responder apenas perguntas, a pessoa realiza tarefas em um ambiente digital enquanto o sistema registra múltiplos sinais de sua interação.

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Esses dados multimodais podem incluir tempo de resposta, movimentos, decisões e outras reações medidas em milissegundos. A IA entra para encontrar padrões difíceis de perceber em uma avaliação tradicional — como um apoio à equipe de saúde, não um substituto.

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O projeto é desenvolvido pelo pesquisador Roberto Douglas Guimarães de Aquino, com orientação de Alexandre Delbem, no ciaGsaúde. Há parceria com centros e laboratórios da USP, e financiamento da FAPESP.

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O desafio agora é validar a tecnologia em diferentes perfis de pacientes e garantir uso ético dos dados. Se funcionar em escala, a combinação de IA e VR pode tornar a avaliação cognitiva mais sensível, personalizada e acessível ao envelhecimento da população.

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