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Resumo em 10 segundos

🧠 Mais de 175 mil horas de monitoramento cerebral ajudaram a identificar crises quase invisíveis em recém-nascidos. Entenda por que cada minuto importa.

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Mais de 2.600 recém-nascidos foram acompanhados por monitoramento cerebral contínuo em UTIs de São Paulo — e 12% tiveram crises epilépticas detectadas. 🧠👶🧵 Entenda como a tecnologia pode mudar o início de uma vida.

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O foco é a asfixia perinatal: quando há falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto. Se não for identificada e tratada rapidamente, ela pode causar lesões neurológicas e sequelas permanentes.

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O desafio é que nem toda crise convulsiva é visível em um bebê. Muitas são subclínicas: acontecem no cérebro sem movimentos claros no corpo. Por isso, observar apenas os sinais externos pode não ser suficiente.

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Desde maio de 2023, sete maternidades usam a UTI Neonatal Neurológica Digital, implantada pela Secretaria Municipal da Saúde em parceria com a PBSF. Uma central acompanha, 24 horas por dia, os sinais cerebrais dos bebês internados.

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Até meados de setembro, foram 2.646 bebês sob observação e mais de 175 mil horas de neuromonitorização. Entre as indicações estão prematuridade extrema, suspeita de convulsão, instabilidade hemodinâmica e encefalopatia hipóxico-isquêmica.

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Quando há risco de lesão cerebral, alguns recém-nascidos também podem receber resfriamento terapêutico. O objetivo é reduzir danos após a falta de oxigênio — mas esse cuidado precisa ser iniciado no momento certo e com equipe especializada.

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Segundo a SMS, o protocolo reduziu em cerca de 54% o tempo de internação em UTI neonatal. Mais do que números, isso mostra o valor de ampliar cuidados especializados: diagnóstico precoce pode proteger desenvolvimento, famílias e futuros inteiros.

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