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Resumo em 10 segundos

A diferença na percepção entre UTIs públicas e privadas expõe um gargalo crítico — e reforça por que fortalecer o SUS salva vidas. 🏥

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Só 22,7% dos médicos consideram totalmente adequada a disponibilidade de remédios essenciais nas UTIs do SUS. Na rede privada, são 57,7%. A distância é enorme — e, em terapia intensiva, cada recurso faz diferença. 🏥🧵

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O dado vem de um inquérito nacional da AMIB, com apoio do CFM, que ouviu 2.338 profissionais de UTIs brasileiras. Eles avaliaram itens decisivos para atender pacientes críticos: medicamentos, leitos, equipes, protocolos e infraestrutura.

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Na rede pública, 16,1% classificaram a oferta de medicamentos como inadequada ou totalmente inadequada. No setor privado, esse índice foi de 3,8%. Não é só uma diferença de percepção: é um alerta sobre as condições para responder a emergências complexas.

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O padrão aparece em quase toda a estrutura. Consideraram a suficiência de leitos totalmente adequada 51,4% dos médicos na rede privada, contra 24,1% no SUS. Para equipes multiprofissionais especializadas, foram 39,2% versus 23%.

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Protocolos, enfermeiros especializados, integração entre setores e acesso a outras especialidades também tiveram avaliações inferiores no SUS. São pilares do cuidado intensivo: quando funcionam juntos, ajudam equipes a agir mais rápido, com segurança e continuidade.

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A boa notícia é que o levantamento mostra com clareza onde investir e melhorar a gestão. Garantir medicamentos, profissionais valorizados, leitos e protocolos no SUS é fortalecer o direito de todos a um cuidado crítico digno — independentemente de renda ou CEP.

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