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🧪 Uma inovação em desenvolvimento pelo Cristália quer usar anticorpos para bloquear a nicotina no sangue — e oferecer uma nova ferramenta contra a recaída no tabagismo.

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Uma vacina antitabagismo em desenvolvimento no Brasil quer impedir que a nicotina alcance o cérebro — e reduzir o “reforço” que alimenta a dependência. 🧪🚭 O Laboratório Cristália apresentou resultados preliminares do projeto em Jaguariúna (SP). 🧵

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A lógica é engenhosa: a nicotina é pequena demais para disparar sozinha uma forte resposta imune. Pesquisadores a ligam a uma estrutura imunogênica; depois da vacinação, o corpo passa a produzir anticorpos capazes de reconhecê-la.

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Quando a pessoa fuma, esses anticorpos capturam a nicotina ainda no sangue. O complexo formado fica grande demais para cruzar a barreira que protege o cérebro — reduzindo o pico de dopamina associado à sensação de recompensa.

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Isso não significa “cura instantânea”. A proposta é atacar um dos maiores obstáculos à cessação: a recaída. Estudos citados na apresentação indicam que 85% de quem tenta parar volta a fumar no primeiro ano, muitas vezes nas primeiras semanas.

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A urgência científica e sanitária é enorme: a fumaça do cigarro contém cerca de 7 mil substâncias, ao menos 70 cancerígenas, segundo o INCA. E a OMS estima que o tabaco provoque 8 milhões de mortes por ano no mundo.

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No Brasil, 11,5% dos adultos das capitais fumavam em 2024, aponta o Vigitel. Tratamentos atuais, como reposição de nicotina combinada à psicoeducação, ajudam muita gente — mas têm sucesso de até 50%. Mais opções podem ampliar o cuidado.

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Ainda são resultados preliminares: segurança, eficácia clínica, duração da proteção e acesso dependerão das próximas fases de pesquisa e da avaliação regulatória. Mas é animador ver ciência brasileira buscando uma ferramenta complementar, baseada no próprio sistema imune. 🚭🔬

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