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Resumo em 10 segundos

💉 O HPV não afeta só meninas: vacinar meninos no SUS ajuda a prevenir cânceres e reduz a circulação do vírus. Entenda, passo a passo. 🧵

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💉 Meninos de 9 a 14 anos também devem tomar a vacina contra o HPV no SUS — e isso ajuda a prevenir cânceres no futuro. Mesmo assim, a cobertura entre eles ainda está abaixo da registrada entre meninas. Entenda por que isso importa. 🧵

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Primeiro, o básico: HPV é o papilomavírus humano, uma das ISTs mais frequentes do mundo. Existem mais de 200 tipos do vírus, e alguns podem causar verrugas genitais e diferentes cânceres.

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O HPV está ligado a cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero, mais de 80% dos tumores anais e aproximadamente 70% dos cânceres de orofaringe. Em homens, também pode causar câncer de pênis e de ânus.

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A transmissão ocorre por contato direto com a área infectada, geralmente em relações vaginal, anal ou oral — inclusive sem penetração e mesmo quando não há sinais visíveis. Por isso, muita gente pode ter HPV sem saber.

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O preservativo reduz o risco de transmissão, mas não elimina totalmente a possibilidade de contágio: o vírus pode estar em regiões não cobertas. A vacinação entra como uma camada essencial de prevenção antes da exposição ao HPV.

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No SUS, a vacina é indicada rotineiramente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos imunossuprimidos conforme os critérios do programa. A faixa etária é estratégica: o imunizante atua melhor antes do início da vida sexual.

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De 2014 a 2025, a cobertura chegou a 86,22% entre meninas de 9 a 14 anos, mas a 74,55% entre meninos, segundo dados do Ministério da Saúde. A diferença revela uma ideia ultrapassada: prevenir HPV não é responsabilidade só das meninas.

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A campanha #VemProUro, da Sociedade Brasileira de Urologia, reforça um ponto simples: saúde preventiva também é assunto de menino. Vacinar no tempo certo é uma escolha de cuidado individual e coletivo — e pode evitar doenças graves décadas depois.

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