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Resumo em 10 segundos

Proibido não significa inexistente: o mercado ilegal de cigarros eletrônicos explodiu no Brasil — e os números mostram o tamanho da brecha. 💨📈

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Vapes são proibidos no Brasil desde 2009, mas as apreensões já passaram de R$ 440 milhões em cinco anos. Só em 2024, ficaram perto de R$ 200 milhões. É um mercado ilegal que cresceu numa velocidade absurda. 💨📈 🧵

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O dado vem de registros da Receita Federal reunidos pelo Idesf. E a projeção é ainda mais chamativa: pelo ritmo de alta, 2025 pode ter terminado perto de R$ 1 bilhão em vapes apreendidos.

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Por que isso dá tanto dinheiro? A proibição brasileira, combinada com a oferta em países vizinhos como o Paraguai, cria uma diferença enorme de preço e acesso. Onde há demanda sem canal legal, o contrabando enxerga oportunidade.

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A margem estimada do contrabando de cigarros eletrônicos chega a 259%, já considerando custos de logística. Para comparar: no cigarro convencional, a margem seria de 507%. É por isso que essas rotas atraem tanto dinheiro.

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E não é uma operação improvisada. Segundo o Idesf, facções têm ampliado presença no contrabando, aproveitando rotas já estruturadas. O custo logístico médio dessas operações gira em torno de 22% para diferentes produtos.

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Vapes não estão sozinhos nessa alta: agrotóxicos proibidos e canetas emagrecedoras sem autorização também aparecem entre os itens que avançam nas apreensões. Em comum, restrições no Brasil e oferta do outro lado da fronteira.

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O ponto delicado é que só apreender não resolve a demanda nem reduz o lucro do crime. Fiscalização forte, cooperação nas fronteiras e informação clara sobre riscos à saúde precisam caminhar juntas — sem normalizar um mercado sem controle.

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No fim, esses R$ 440 milhões são mais que uma estatística: mostram como uma brecha entre consumo, regulação e fiscalização pode virar um negócio gigantesco para redes ilegais.

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