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✈️ A Latam confirmou um incidente com dados pessoais de membros do Latam Pass. A empresa não detalhou a dimensão — e isso importa para milhões de consumidores.

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✈️ A Latam confirmou uma “situação” envolvendo dados pessoais de uma parcela de clientes do Latam Pass — mas não disse quantas pessoas foram afetadas nem quais informações vazaram. Entenda o que isso significa 🧵

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Primeiro, o essencial: programas de fidelidade acumulam informações valiosas. Além de nome e contato, podem reunir número de associado, histórico de viagens, saldo de milhas e preferências de consumo.

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A Latam afirma que avisou os clientes potencialmente afetados e a ANPD, órgão que fiscaliza a aplicação da LGPD. A lei exige comunicação quando um incidente puder gerar risco ou dano relevante aos titulares dos dados.

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O problema é a falta de detalhes. Sem saber a extensão do caso e quais dados foram expostos, o cliente não consegue medir o risco: golpes de phishing, tentativas de invasão de conta e falsas ofertas de passagens são alguns exemplos.

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Não é um episódio isolado: em 2021, um ataque à fornecedora SITA expôs dados de clientes do Latam Pass. Em 2019, falhas no sistema Latam Play também levantaram alertas sobre a proteção de informações de passageiros.

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O que fazer agora? Desconfie de mensagens que peçam senha, código de verificação ou pagamento para “proteger milhas”. Acesse o Latam Pass apenas pelo app ou site oficial e use uma senha exclusiva e forte.

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Para empresas, segurança de dados não é só uma questão técnica: é confiança e responsabilidade com o consumidor. Transparência rápida sobre o que ocorreu, quem foi atingido e como agir reduz danos e fortalece a relação com clientes.

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Dados pessoais viraram parte central do negócio aéreo. Quanto mais serviços dependem deles, maior precisa ser o investimento em proteção, auditoria e comunicação clara. Privacidade não pode ser tratada como benefício extra: é um direito básico.

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