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Resumo em 10 segundos

Dois terremotos devastaram o norte da Venezuela. Três meses depois, sobreviventes ainda cobram resgate, moradia e transparência. 🕯️

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Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte da Venezuela em 24 de junho. Três meses depois, a pergunta continua brutal: por que milhares de famílias ainda esperam respostas sobre desaparecidos, moradia e reconstrução? 🕯️🧵

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Os números oficiais apontam 6.509 mortos e 60.785 casas avaliadas; 11.001 foram classificadas como de alto risco. Mas avaliar é o mesmo que proteger? O que acontece com quem não pode simplesmente abandonar uma casa prestes a cair?

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Segundo entrevistas da Anistia Internacional, vizinhos e parentes retiraram escombros com as próprias mãos ou ferramentas improvisadas. Onde estavam máquinas pesadas, equipes especializadas e cães de busca quando cada minuto podia decidir uma vida?

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Houve forte presença policial, militar e de inteligência, relatam sobreviventes. Mas, segundo os depoimentos, o foco foi vigilância e controle territorial, não resgate. Em uma catástrofe, segurança pública não deveria começar por salvar pessoas?

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A transparência também virou um escombro. Não há balanço oficial de desaparecidos; a estimativa de La Guaira fala em 1.579. Iniciativas cidadãs registraram mais de 41 mil relatos, ainda com possíveis duplicidades. Por que o Estado não divulga dados verificáveis?

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A tragédia atingiu um país já marcado por dificuldades de acesso a saúde, comida, trabalho e moradia — e por uma crise que levou milhões a sair desde 2015. Reconstruir prédios sem reconstruir direitos seria recuperação ou apenas abandono adiado?

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A Anistia Internacional cobra uma resposta centrada em direitos e dignidade. Não é uma exigência abstrata: significa busca eficiente, informação pública, abrigo seguro e participação das comunidades. Depois de três meses, quantas respostas ainda cabem no silêncio?

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