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🚀 Sondas rumo a Vênus registraram 44 explosões de raios gama — sinais de catástrofes cósmicas que hoje ajudam a explicar buracos negros e colisões estelares. 🧵

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Sondas enviadas a Vênus ajudaram a desvendar algumas das explosões mais energéticas do Universo 🚀 As Venera 13 e 14 registraram 44 explosões de raios gama — um salto enorme para a astronomia da época. 🧵

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Primeiro, uma correção importante: as Venera não eram missões da NASA, mas da União Soviética. Lançadas em 1981, elas levavam módulos para pousar em Vênus e instrumentos científicos que continuariam observando o céu durante o voo.

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Entre esses instrumentos estavam o SIGNE 2 e o KONUS. Eles usavam detectores apontados em várias direções, como “olhos” distribuídos ao redor da nave. Assim, podiam monitorar praticamente todo o céu em busca de flashes de radiação gama.

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E o que é uma explosão de raios gama, ou GRB? É um clarão extremamente intenso de radiação, que pode durar de frações de segundo a minutos. Apesar de breve, ele libera energia em uma escala difícil de imaginar.

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Hoje sabemos que muitos GRBs longos surgem quando estrelas muito massivas morrem e formam buracos negros. Os mais curtos podem nascer da colisão entre estrelas de nêutrons — eventos que também produzem ondas gravitacionais.

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Em 1981, porém, a origem desses sinais era um mistério. Os GRBs tinham sido descobertos pouco mais de uma década antes. Ao confirmar 44 eventos, a dupla Venera obteve um resultado cerca de três vezes melhor que missões anteriores.

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A taxa foi de aproximadamente uma explosão detectada a cada três dias. Cada registro acrescentava pistas: duração, intensidade e direção de chegada. É assim que a ciência avança — acumulando evidências antes de alcançar explicações sólidas.

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Há uma beleza nessa história: uma missão planejada para tocar um planeta infernal também abriu uma janela para catástrofes a bilhões de anos-luz. Explorar o Sistema Solar pode, ao mesmo tempo, ensinar como o Universo inteiro funciona.

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