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Uma votação interna em Brighton virou um impasse internacional entre partidos verdes europeus — e reacendeu debates difíceis sobre Israel, Palestina e antissemitismo. 🌍

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O Partido Verde da Inglaterra e País de Gales aprovou uma moção que classifica o sionismo como uma forma de racismo — e a reação de aliados europeus foi imediata. 🌍🧵

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A decisão saiu na conferência do partido, em Brighton. A política passa a defender um único Estado democrático em toda a Palestina histórica, com direitos iguais para todas as pessoas que vivem ali.

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Mas a aliança dos Verdes Europeus, que reúne 47 partidos, defende a solução de dois Estados: Israel e Palestina. Para ela, a moção britânica vai na direção contrária da política comum do grupo.

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Felix Banaszak, co-líder dos Verdes alemães, chamou a decisão de “intolerável e inaceitável”. O ponto central: a defesa do direito de Israel existir e da autodeterminação de israelenses e judeus.

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Quatro dos cinco deputados verdes britânicos votaram contra. Sandy Ruthven, integrante histórica do partido e presidente do conselho beneficente da Anistia Internacional Reino Unido, renunciou e acusou a legenda de não enfrentar o antissemitismo.

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O caso mostra como é difícil — e necessário — separar críticas legítimas ao governo israelense e à ocupação de qualquer discurso que negue direitos, segurança ou dignidade a judeus. Direitos humanos não deveriam funcionar por exceção.

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Também expõe um problema prático: decisões vinculantes foram tomadas por uma parcela pequena de uma base que cresceu rápido. Partidos mais abertos e participativos precisam de regras que ampliem a voz dos filiados sem atropelar debates tão sensíveis.

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