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🌊🪱 Cientistas acharam pelo menos 10 prováveis espécies novas de vermes marinhos ramificados — e algumas estavam guardadas em museus desde 1914. 🧵

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Vermes marinhos com corpo em formato de árvore acabaram de revelar um segredo enorme 🌊🪱 Pesquisadores identificaram pelo menos 10 prováveis espécies novas desses animais raríssimos, que vivem escondidos dentro de esponjas. 🧵

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Até agora, esses anelídeos ramificados eram classificados em só 3 espécies. Mas uma equipe internacional combinou DNA, anatomia e imagens em 3D para mostrar que a história era bem mais complexa.

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O mais doido: eles têm uma única cabeça e, a partir dela, o corpo se divide repetidamente em vários ramos posteriores. Parece uma árvore crescendo por dentro de uma esponja marinha.

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Essa forma não é só curiosa: ajuda o verme a se espalhar pelo interior da esponja, numa relação de simbiose. Ou seja, dois organismos vivendo bem próximos e influenciando a sobrevivência um do outro.

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A equipe encontrou duas grandes linhagens: uma do gênero Ramisyllis e outra de um gênero totalmente novo, batizado de Cladosyllis. Apesar das diferenças, todas parecem descender de um ancestral comum.

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E teve um detalhe incrível: algumas amostras estavam em coleções do Museu Senckenberg desde 1914. Com microCT, os cientistas conseguiram enxergar os vermes sem destruir as esponjas que os guardavam.

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Cada linhagem parece ter se especializado em certas espécies de esponjas e regiões do oceano — de águas rasas a até 1.000 metros de profundidade. Isso sugere que os hospedeiros foram chave na evolução desses bichos.

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A lição é linda: coleções científicas antigas ainda podem esconder espécies desconhecidas. Proteger museus, pesquisa básica e os oceanos não é luxo — é como a gente descobre a vida que já estava aqui, fora do nosso radar.

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