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Michael Ellis afirmou que transações em Bitcoin podem ajudar a rastrear adversários e financiar investigações. 🔎

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Bitcoin não é anônimo — e pode servir à coleta de inteligência dos EUA, segundo Michael Ellis, vice-diretor da CIA. 🕵️‍♂️🧵

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Em entrevista publicada em 1º de maio de 2025, Ellis definiu o Bitcoin como “pseudônimo”, não anônimo. As transações ficam ligadas a endereços, e não diretamente a nomes reais — mas essa ligação pode ser investigada.

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Na prática, o blockchain registra publicamente transferências, valores e horários. Empresas de análise blockchain cruzam esses dados com informações externas para agrupar carteiras e identificar padrões de movimentação.

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Ellis disse que autoridades usam esse rastreamento para acompanhar atividades atribuídas a cartéis de drogas e organizações terroristas. Segundo ele, a tecnologia permite tanto interromper operações quanto gerar inteligência.

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A fala expõe uma contradição histórica: o Bitcoin foi apresentado a muitos usuários como “dinheiro digital impossível de rastrear”. A transparência do livro-razão público, porém, tornou-se uma ferramenta de investigação.

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O uso de análise blockchain por autoridades não começou agora. Em 2021, o ex-diretor interino da CIA Michael Morell já citava ferramentas como as da Chainalysis em ações contra financiamento ilícito.

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Ellis também colocou as criptomoedas na disputa tecnológica entre potências, incluindo a China, e afirmou que “o Bitcoin veio para ficar”. O debate central segue sendo como equilibrar combate a crimes, privacidade e regras claras para usuários legítimos.

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