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Resumo em 10 segundos

Como o artesanato e espaços de acolhimento ajudam donas de casa a reconstruir autoestima e enfrentar solidão 🧵

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Como vida dedicada ao lar afeta a saúde mental das donas de casa — artesanato ajuda a recuperar autoestima: a história de Quitéria Isidoro Carmo, 60, que encontrou acolhimento e propósito na Casa da Mulher Paulistana, em São Paulo 📢🧵

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Quitéria deixou Alagoas aos 20 e trabalhou mais de 30 anos como auxiliar escolar em SP. Aos 52, aposentou-se para ficar com os filhos, mas o tempo integral em tarefas domésticas trouxe cansaço, falta de satisfação e isolamento — sinais frequentes de desgaste emocional.

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Na Casa da Mulher Paulistana, no Jardim São Bernardo, Quitéria passou a ensinar artesanato e confeccionar bonecas que simbolizam sua reconstrução. Atividades artísticas e rede de apoio comunitária mostraram impacto concreto na autoestima e no bem-estar emocional.

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Contexto mais amplo: a maior parte do trabalho doméstico e de cuidado recai sobre mulheres, incluindo cuidado de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Esse acúmulo está associado a estresse crônico, maior risco de depressão e menor qualidade de vida.

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O que ajuda na prática: espaços de acolhimento, oferta de cursos e renda alternativa, acesso facilitado a serviços de saúde mental e políticas que reconheçam e protejam o trabalho de cuidado. Medidas públicas e comunitárias reduzem a sobrecarga e promovem inclusão.

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Reflexão final: as bonecas de Quitéria são mais que artesanato — são sinal de que saúde mental é questão pública. Reconhecer o valor do trabalho doméstico e ampliar suporte coletivo pode transformar sofrimento em autonomia e dignidade.

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