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A coligação de Lula acusa Flávio Bolsonaro de usar fala recortada e anúncio pago em propaganda negativa. Entenda o caso 👇

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Um vídeo perguntando o preço da picanha virou caso no TSE 🥩🧵 A coligação de Lula acionou Flávio Bolsonaro, acusando a campanha de usar fala do presidente fora de contexto e impulsioná-la com dinheiro em anúncios nas redes.

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O post, publicado no Facebook e no Instagram, contrapõe duas falas de Lula: uma promessa de queda no preço da carne e outra frase dizendo “se não tem carne, a gente come ovo”. A legenda convidava seguidores a comentar o preço da picanha.

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A discussão central é o contexto. Segundo a ação, no discurso completo Lula continuou: “se não tem ovo, a gente come carne” — e falava sobre recuperar poder de compra com valorização do salário mínimo e atenção ao custo de vida.

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Para a coligação, o recorte faz parecer que Lula trata a alta dos alimentos com desprezo. A representação cita possível violação da Lei das Eleições, que veda conteúdo ofensivo e descontextualizado na propaganda eleitoral.

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Tem mais: os advogados apontam que o vídeo foi impulsionado em quatro versões, entre 13 e 18 de setembro. Os registros da Biblioteca de Anúncios da Meta indicariam R$ 105 mil investidos e alcance acima de 1 milhão de contas.

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Na regra eleitoral, anúncio pago pode promover a própria candidatura — mas não servir para propaganda negativa contra adversário. É justamente esse limite que o TSE terá de avaliar. Transparência em plataforma não resolve tudo, mas ajuda a rastrear quem paga pelo alcance.

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O pedido inclui remover os posts, barrar novos impulsionamentos parecidos e aplicar multa de R$ 240 mil. O processo está com o ministro André Mendonça, e até a publicação da reportagem ainda não havia decisão liminar.

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No fim, a disputa vai além de picanha: é sobre como frases recortadas, dinheiro e algoritmos podem moldar o debate eleitoral. Quando comida pesa no bolso, informação íntegra também vira questão de interesse público.

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