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🧠 O fundador do Ethereum apoia travas em modelos de IA capazes de explorar falhas — em vez de ampliar KYC e vigilância sobre quem usa a tecnologia.

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Vitalik Buterin defende que IAs com potencial ofensivo tenham capacidades limitadas — em vez de exigir mais KYC e vigilância dos usuários. 🧠🔒🧵

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O debate surgiu após o lançamento do Kimi K3.1 Pro, da Moonshot AI. Em testes internos, o modelo resolveu 90,5% dos desafios de exploração de vulnerabilidades; a versão pública ficou em 81%.

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A diferença é intencional: a versão acessível ao público teria menos recursos ofensivos avançados de cibersegurança nos dados de treinamento. A ideia é reduzir o risco de abuso sem bloquear usos legítimos.

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Para Buterin, “discriminar casos de uso é muito menos ruim do que discriminar usuários”. Na prática, limitar funções perigosas seria preferível a condicionar o acesso à IA a identificação obrigatória e monitoramento.

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O ponto é especialmente sensível no universo cripto. IAs cada vez mais capazes podem encontrar falhas em contratos inteligentes, carteiras, pontes e outros sistemas que movimentam valores reais em segundos.

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Buterin não trata IA apenas como ameaça: em setembro, disse que essas ferramentas podem fortalecer a segurança das criptomoedas. Mas defende tempo para revisar códigos antigos, auditar protocolos e formalizar novas proteções.

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A discussão coloca dois caminhos na mesa: construir salvaguardas técnicas nos próprios modelos ou transferir o custo da segurança para usuários, com KYC e vigilância. Para o fundador do Ethereum, a primeira opção é mais proporcional.

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