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Resumo em 10 segundos

Pequenos hábitos podem evitar infecções e desconfortos — saiba o que fazer e o que evitar para cuidar da saúde íntima ♀️🧵

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Você está fazendo a higiene íntima do jeito certo? 🧵 A ginecologista Elis Nogueira alerta: cuidados simples evitam infecções, irritações e desequilíbrio do pH. Nesta thread, vou explicar passo a passo o que é recomendado e os erros mais comuns.

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Primeiro conceito essencial: vulva ≠ vagina. A vulva é a parte externa; a vagina é interna. A mucosa vaginal tem pH ácido (cerca de 3,8–4,5) e um microbioma dominado por Lactobacillus que protege contra infecções. Entender isso guia o cuidado correto.

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Erros mais comuns que a gineco aponta: usar sabonetes perfumados, duchas íntimas, lenços perfumados, lavar internamente e exagerar na limpeza. Esses hábitos alteram o pH, eliminam bactérias protetoras e favorecem candidíase e vaginose.

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Rotina prática e segura: lave apenas a vulva com água morna; se usar sabonete, escolha um neutro, sem perfume, em pouca quantidade. Evite produtos antissépticos e duchas. Seque com cuidado, sempre de frente para trás após urinar ou evacuar.

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Cuidados complementares: use roupas íntimas de algodão, troque roupa molhada/suja rapidamente, evite roupas muito apertadas o tempo todo e prefira produtos sem fragrância. Tenha cuidado com produtos rotulados como “naturais” — nem tudo é inofensivo.

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Quando procurar um médico: corrimento com odor forte, coceira intensa, dor ao urinar, sangramento fora do normal ou dor durante a relação. Evite automedicação: diagnóstico clínico/ exames orientam o tratamento adequado (bactérias, fungos ou ISTs).

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Conclusão prática: higiene íntima é simples, mas exige compreensão do pH e do microbioma. Educação em saúde e acesso a orientação profissional são direitos — isso inclui informação clara para adolescentes, gestantes, pessoas na menopausa e populações trans/non-binárias. Cuidar é também garantir acesso e respeito.

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