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Resumo em 10 segundos

✈️ Aviões fretados e ônibus de transferência passaram a ser vistos longe do terminal principal em Richmond. O trajeto de pessoas sob custódia pode terminar em deportação em poucos dias.

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✈️ Voos ligados ao ICE estão partindo do Aeroporto Internacional de Richmond, na Virgínia, longe do terminal principal. Eles integram uma rede de fretamentos usada para transferir e deportar pessoas sob custódia migratória. 🧵

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O morador Paul Fleisher começou a notar aviões estacionados em uma área afastada do aeroporto e ônibus brancos de transferência prisional. Ao investigar, associou os movimentos às operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, o ICE.

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Segundo a VPM, o ICE contrata companhias privadas como GlobalX e Eastern Air Express. Os voos não servem apenas para deportações: também deslocam detidos entre centros locais e a instalação de triagem de Alexandria, na Louisiana.

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Alexandria é um dos principais centros da malha aérea do ICE. A transferência entre unidades pode dificultar que famílias saibam onde seus parentes estão e complique o acesso rápido a advogados — dois pontos centrais para o devido processo.

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O caso de Ricardo Martinez Cantanero mostra a velocidade do sistema. Após ser detido em Richmond, ele passou por instalações locais, embarcou em Richmond, fez escala no Texas e em Alexandria e chegou a Honduras em três dias, segundo carta dele.

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Fleisher, de 78 anos, passou a fotografar os aviões e enviar registros à página local RVA ICE-SCREAM. Ele questiona quem autorizou as operações no aeroporto e defende mais transparência sobre quem é transportado e para onde vai.

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A história revela como aeroportos regionais podem integrar uma estrutura nacional de detenção e deportação sem ampla visibilidade pública. Transparência, acesso à defesa e contato familiar são fatores que mudam concretamente a vida de quem está nesses voos.

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