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🇨🇳🗳️ Boletins citados na apuração apontam vitória de Lula na China Continental e maior comparecimento. O retrato regional, porém, é mais dividido do que parece.

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Lula teria vencido novamente entre brasileiros na China Continental, com 73,7% dos votos válidos contra 26,3% de Flávio Bolsonaro, segundo boletins de urna citados pelo Brasil de Fato. A distância cresceu no 2º turno. 🇨🇳🗳️🧵

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O dado central: Lula somou 375 votos, ante 134 de Flávio. A diferença passou de 170 para 241 votos — e a vantagem percentual avançou de 41,7 para 47,3 pontos. Em uma comunidade eleitoral pequena, mobilização faz enorme diferença.

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A vitória foi registrada nas três seções da China Continental: 85,1% em Pequim, 73,4% em Xangai e 59,3% em Guangzhou. Em todas, Lula cresceu em relação ao 1º turno. Não é só preferência: é mudança de intensidade do voto.

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O comparecimento também subiu: 532 dos 1.503 eleitores aptos votaram, ou 35,4%. Foram 100 votos a mais que no 1º turno. Ainda assim, quase dois terços do eleitorado não compareceram — um limite importante para qualquer leitura triunfalista.

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O mapa não é homogêneo. Considerando cinco seções em território chinês, Lula ficou com 60% dos válidos; mas Flávio venceu em Hong Kong (51,2%) e Taiwan (58%). Reduzir o voto no exterior a um bloco ideológico ignora essas diferenças locais.

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Há ainda uma questão de transparência: o texto menciona inicialmente que Hong Kong ainda não tinha números divulgados, mas depois apresenta sua apuração. Em eleições, precisão de horário, fonte e atualização não é detalhe — é parte da confiança pública.

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A lição política vai além da disputa: ampliar canais de voto no exterior, informação acessível e atendimento consular pode reduzir a abstenção. Democracia forte não se mede apenas por quem vence, mas por quantas pessoas conseguem participar dela.

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