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Resumo em 10 segundos

🗳️ Em Santa Catarina, Justiça Eleitoral e Polícia Civil articulam uma saída para que mulheres ameaçadas possam votar sem cruzar com seus agressores.

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Votar não deveria exigir coragem para enfrentar um agressor. 🗳️ Em Santa Catarina, Justiça Eleitoral e Polícia Civil criaram uma alternativa para que mulheres vítimas de violência votem em seção diferente, com mais segurança. 🧵

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A medida enfrenta um risco muito concreto: em cidades pequenas ou bairros próximos, vítima e agressor podem estar vinculados à mesma seção eleitoral. O dia do voto, que deveria ser exercício de cidadania, pode virar mais um momento de ameaça.

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A solução prevê atendimento para viabilizar uma seção distinta, evitando a exposição da eleitora. Não é privilégio: é uma adaptação necessária para tornar efetivo um direito que, no papel, já é universal.

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Há um ponto institucional importante: proteção contra violência não pode depender apenas da coragem individual da vítima. Quando órgãos públicos cruzam competências — cadastro eleitoral e segurança —, reduzem barreiras que normalmente ficam invisíveis.

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O desafio é fazer a informação chegar a quem precisa, com sigilo e sem burocracia excessiva. Uma política existe de verdade quando é acessível também a mulheres com pouca rede de apoio, baixa renda ou moradia instável.

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A iniciativa também expõe uma pergunta maior para o país: quantas pessoas deixam de exercer direitos por medo, coerção ou falta de proteção? Democracia não se resume à urna; ela depende de condições reais para votar livremente.

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Segundo Carlos Gerber, do TRE-SC, o processo busca assegurar o voto sem expor vítimas aos agressores. É um passo específico, mas poderoso: nenhum direito político é plenamente garantido enquanto a segurança de parte da população for negociável.

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