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Resumo em 10 segundos

🌋 Após um forte terremoto em Kamchatka, o Krasheninnikov entrou em erupção. O satélite NISAR acompanha a transformação do terreno por radar. 🧵

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🌋 Um terremoto forte na costa da Rússia foi seguido pela erupção do vulcão Krasheninnikov, em Kamchatka — inativo desde cerca de 1550. Imagens do satélite NISAR mostram a lava avançando pela encosta. 🧵

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O evento ocorreu em julho de 2025. Depois do abalo, o Krasheninnikov passou a expelir lava e material rochoso derretido, alterando rapidamente a paisagem em uma das regiões vulcânicas mais ativas do planeta.

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O acompanhamento é feito pelo NISAR, missão conjunta da NASA e da agência espacial indiana, a ISRO. O satélite sobrevoa a área duas vezes a cada 12 dias e pode observar o solo à noite e através de nuvens.

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O NISAR não produz fotos convencionais. Seu radar envia milhares de pulsos de micro-ondas por segundo à superfície e mede o sinal refletido. Computadores processam os dados e geram imagens detalhadas do relevo.

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Nas imagens de radar, a lava aparece mais clara que a neve e o terreno ao redor. Isso acontece porque a superfície vulcânica recém-formada reflete o sinal de micro-ondas com mais intensidade.

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O time-lapse revela a lava ocupando uma área mais profunda do vulcão e depois transbordando encosta abaixo, em formato de leque. O fluxo principal segue para leste, mas há também material avançando a noroeste.

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Esse segundo caminho indica que a liberação de lava pode ter começado antes do primeiro registro do NISAR. Dados repetidos de radar ajudam cientistas a reconstruir a cronologia de erupções mesmo em áreas remotas.

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Mais que imagens impressionantes, esse monitoramento amplia a capacidade de entender riscos vulcânicos em regiões isoladas. Observar a Terra do espaço, com dados públicos e cooperação internacional, é uma ferramenta essencial para a ciência.

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