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Resumo em 10 segundos

🔭 Eles não estão simplesmente “vagando”: orbitam além de Netuno e podem conservar uma memória de 4,6 bilhões de anos. 🧵

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🔭 A NASA identificou 27 objetos minúsculos e extremamente fracos além de Netuno — possíveis relíquias da fase em que o Sistema Solar ainda estava sendo montado, há cerca de 4,6 bilhões de anos. 🧵

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Primeiro, uma correção importante: eles não estão soltos pelo espaço. São objetos transnetunianos (TNOs), corpos que orbitam o Sol para além de Netuno, numa região fria associada ao Cinturão de Kuiper.

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Pense no começo do Sistema Solar como um canteiro de obras cósmico: poeira, gelo e rochas se juntavam em colisões para formar planetas, luas e asteroides. Alguns fragmentos sobreviveram longe do Sol, onde a atividade é menor.

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Para encontrá-los, o James Webb usou a câmera infravermelha NIRCam. Astrônomos compararam várias imagens e buscaram pontinhos que se moviam lentamente diante das estrelas de fundo — uma caça visual a bilhões de quilômetros daqui.

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O detalhe impressionante: a busca cobriu só 0,05 grau quadrado do céu, uma área minúscula. Ainda assim, alcançou níveis de brilho recordes para objetos pequenos do Sistema Solar, mostrando o poder de observatórios públicos como o Webb.

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Depois, o Hubble recuperou 13 desses alvos. Ao combinar a luz visível do Hubble com o infravermelho do Webb, a equipe comparou as cores e a composição superficial dos pequenos corpos.

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Esperava-se que bilhões de anos de colisões alterassem muito as superfícies dos menores objetos. Mas suas cores se parecem com as de corpos maiores da mesma população. Isso sugere que eles ainda preservam sinais do ambiente onde nasceram.

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Cada ponto quase invisível pode ser uma cápsula do tempo: não mostra apenas como é o Cinturão de Kuiper hoje, mas ajuda a reconstruir os materiais e processos que, no fim das contas, tornaram planetas como a Terra possíveis.

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