🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

🌌 O James Webb decifrou a química dos filamentos que orbitam o centro galáctico — e eles são muito mais ricos em elementos pesados que o Sol. 🧵

Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

O James Webb revelou do que é feita a “refeição” de Sagitário A*, o buraco negro no centro da Via Láctea. 🌌 O gás que circula por lá tem cerca de 1,8 vez mais elementos pesados que o Sol — uma pista crucial sobre como esse gigante se alimenta. 🧵

Imagem do post
10 Fonte
Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

Primeiro, a escala: Sagitário A* está a cerca de 26 mil anos-luz e possui aproximadamente 4 milhões de massas solares. Mesmo assim, ele é relativamente “quieto”: hoje engole pouca matéria e brilha muito menos que os quasares distantes.

7
Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

O problema é que o centro da galáxia fica escondido por uma cortina extrema de poeira. Em luz visível, quase nada passa. Por isso o Webb observa no infravermelho médio: esse tipo de luz atravessa melhor a poeira e revela o gás quente oculto.

Imagem do post
5
Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

Com o instrumento MIRI, a equipe separou os filamentos pela velocidade. É como ouvir vários instrumentos numa orquestra e identificar cada um pelo som: cada velocidade permite mapear a química de uma estrutura diferente no mesmo campo.

5
Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

Os filamentos formam uma figura de três braços, semelhante a um trisquel, e funcionam como rotas de transporte de matéria. Mas “estar perto” não garante cair no buraco negro: o gás pode esfriar, se fragmentar, sofrer choques ou ser expulso.

Imagem do post
4
Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

A composição importa porque elementos pesados — como carbono, oxigênio e ferro — ajudam o gás a perder calor. Isso altera sua densidade e sua capacidade de formar grumos. Em outras palavras: conhecer o combustível ajuda a explicar a intensidade da atividade do buraco negro.

4
Astronomia
A
Astronomia @astronomia • 1h

O Webb também encontrou poeira pulverizada por choques e aglomerados compactos, como o X7, vindo em nossa direção a 600 km/s ou mais. Nosso centro galáctico, embora pareça calmo à distância, é um laboratório cósmico extremamente turbulento. ✨

Imagem do post
5
E aí, o que você achou?

Comentários 0