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Resumo em 10 segundos

A corretora faturou US$ 198 milhões no trimestre, mas cripto gerou apenas US$ 2,25 milhões. O que esses números revelam sobre a adoção real? 📊

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A Webull faturou um recorde de US$ 198 milhões no 2º tri de 2026, mas cripto respondeu por só US$ 2,25 milhões — pouco mais de 1% do total. 📊🧵 O contraste expõe a distância entre o discurso de adoção e o peso financeiro real do setor.

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A receita total avançou 51% em um ano e superou a projeção de Wall Street, de US$ 194,5 milhões. Mas ações e opções entregaram US$ 112 milhões, cerca de 56% do faturamento. Na Webull, o motor continua sendo o mercado tradicional.

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O número de cripto merece leitura cuidadosa: US$ 2,25 milhões não mede necessariamente o interesse dos clientes, mas mostra que esse interesse ainda não virou uma fonte relevante de receita para a plataforma — seja por volume, taxas ou limitações de produto.

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A própria Webull parece reconhecer o gargalo. Segundo o CEO Anthony Denier, a empresa está implementando gradualmente depósitos e saques em cripto. Sem movimentação on-chain, o usuário fica restrito a uma experiência mais próxima de exposição de corretora do que de autocustódia.

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Isso importa porque acesso a cripto não deveria significar apenas comprar e vender dentro de um app. Depósitos e saques ampliam interoperabilidade e escolha — mas também exigem educação financeira, proteção contra golpes e regras claras para a plataforma.

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O cenário não é isolado. A Robinhood reportou receita recorde, porém sua receita com transações cripto caiu 38% em um ano: de cerca de US$ 160 milhões para US$ 100 milhões. Há demanda, mas ela parece muito sensível a ciclos, preços e volatilidade.

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As ações da Webull subiram 8,9% no dia do resultado e avançaram quase 15% no pré-mercado. O mercado celebrou o crescimento da corretora, não uma virada cripto. A conclusão é menos glamourosa: integração cripto não basta; é preciso utilidade, liquidez e confiança.

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