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Resumo em 10 segundos

Executivo do YouTube afirmou no tribunal que a plataforma busca ‘gerar valor’, não criar vício. Mas quem define esse 'valor'? 🤔

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Executivo do YouTube afirma no tribunal que a plataforma não busca viciar usuários, e sim “gerar valor” 🎯🧵. Julgamento sobre vício em redes sociais é considerado histórico — mas essa defesa convence ou maquilha responsabilidade?

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O caso retomado hoje coloca na mesa os mecanismos de recomendação: são ferramentas neutras ou projetadas para prender atenção? Se o objetivo é ‘valor’, por que dados internos mostram cliques e tempo como métricas centrais?

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Que provas o tribunal viu até agora? Há documentos sobre ajustes de algoritmo para aumentar engajamento ou só declarações institucionais? Quando empresas como Google falam em ‘valor’, estamos falando de lucro ou de bem comum? Quem fiscaliza?

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E as consequências sociais? Vídeo curto é entretenimento — até virar circuito compulsivo para crianças e pessoas vulneráveis. Políticas públicas deveriam proteger população e trabalhadores (moderadores, criadores) — ou confiar em auto‑regulação?

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Olhe para o âmbito global: União Europeia e Reino Unido avançam em regras para algoritmos e transparência. Por que legislações mais rígidas deveriam preocupar ou beneficiar o Brasil? Transparência algorítmica é demanda democrática, não luxo.

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Quem paga a conta dessa ‘geração de valor’? Anunciantes, creators, saúde pública e moderadores que lidam com conteúdo tóxico? Perguntar é político: até que ponto o interesse privado pode sobrepor direitos digitais e bem‑estar coletivo?

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Reflexão final: se atenção virou recurso econômico, quem regula o uso responsável desse recurso? Teremos regras que protejam diversidade, saúde mental e trabalhadores — ou vamos delegar tudo às plataformas que lucram com nosso tempo?

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