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Resumo em 10 segundos

A trajetória de Zélia uniu pesquisa, educação, cultura e luta antirracista — e segue inspirando novas gerações. 🌳🔬

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A ciência brasileira se despede de Zélia Amador de Deus, aos 74 anos — professora, pesquisadora, artista e referência na construção de uma universidade mais plural. Sua história no Pará deixa raízes profundas. 🌳🔬🧵

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Nascida no território quilombola de Mangueiras, no Marajó, Zélia transformou educação e cultura em ferramentas de mudança. Em 1971, entrou em Letras na UFPA, instituição à qual dedicaria mais de cinco décadas.

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Na Universidade Federal do Pará, foi professora, pesquisadora e vice-reitora entre 1993 e 1997. Sua presença ajudou a ampliar quem pode produzir conhecimento, pesquisar e ocupar os espaços de decisão na academia.

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Zélia também fundou o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e participou do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos. Ciência não é só laboratório: é também investigar histórias, territórios e saberes muitas vezes silenciados.

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Sua defesa das ações afirmativas fortaleceu o acesso de pessoas negras e quilombolas à universidade. Quando a ciência acolhe mais experiências e perspectivas, as perguntas ficam melhores — e as respostas podem servir a muito mais gente.

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Ela levou essa atuação ao mundo: integrou a representação brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo, em Durban, em 2001. E, pelo teatro e iniciativas como o Auto do Círio, aproximou conhecimento acadêmico, cultura popular e comunidade.

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Pouco antes de partir, Zélia plantou um baobá no campus da UFPA. A imagem é poderosa: uma árvore de memória, ancestralidade e continuidade. O legado dela segue germinando em cada estudante, pesquisa e voz que encontra espaço para florescer. 🌱

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