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Resumo em 10 segundos

🎮 Zee “ZIPIIH” Oliveira transformou os games em refúgio, carreira e plataforma para cobrar um cenário mais acolhedor para mulheres e pessoas LGBTQIA+.

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ZIPIIH encontrou nos games um refúgio contra o bullying — e acabou transformando esse espaço em carreira, palco e voz por mais inclusão nos esports. 🎮🏳️‍🌈🧵

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Antes de ser criadora, apresentadora e caster, Zee “ZIPIIH” Oliveira era uma jovem de cidade pequena buscando conexão nos videogames. Em League of Legends, ela viu uma porta para o competitivo e para uma visibilidade que parecia distante.

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A aposta foi real: ZIPIIH chegou a integrar a CNB. Mas a rotina pesada de treinos e a pressão do cenário cobraram seu preço. Deixar o competitivo não foi abandonar o game; foi descobrir que havia outros caminhos possíveis dentro dele.

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Na pandemia, ela virou a chave para lives e vídeos — algo que já a atraía desde criança. Ao conhecer outras pessoas LGBTQIA+ criando conteúdo e apresentando, percebeu que o holofote dos esports não precisava pertencer só a quem joga profissionalmente.

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Só que entrar numa partida ainda pode ser um teste de resistência. ZIPIIH relata que, para muitas mulheres e pessoas LGBTQIA+, até abrir o chat de voz em jogos como VALORANT pode atrair discriminação.

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O ponto dela vai além de culpar um jogo ou outro: comportamentos sociais também atravessam as telas. Moderação eficiente, ferramentas de denúncia que funcionem e comunidades atentas ajudam a garantir que competir não vire sinônimo de se calar.

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Ela também provoca um debate importante: torneios inclusivos podem abrir portas agora, mas o horizonte deve ser um cenário em que talento, respeito e oportunidade permitam que todas as pessoas disputem espaço sem barreiras artificiais.

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A trajetória de ZIPIIH lembra que representatividade não é só aparecer na transmissão. É poder ligar o microfone, jogar, criar, narrar e existir nos games sem que isso vire uma batalha extra. Esse é o próximo level que o esports precisa alcançar.

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