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Resumo em 10 segundos

🚐 Consultas, vacinas e saúde mental chegam a quem costuma enfrentar as maiores barreiras de acesso. Mas 15 veículos dão conta da capital? 🧵

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🚐 O Rio de Janeiro agora conta com 15 Unidades Móveis de Rua para atender pessoas em situação de rua com consultas, vacinas, testes e cuidados em saúde mental pelo SUS. A medida é necessária — e expõe uma pergunta maior: por que chegar ao cuidado ainda é tão difícil? 🧵

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Os veículos apoiam as equipes de Consultório na Rua, que atuam nos territórios e em horários não convencionais. É uma inversão importante da lógica: em vez de exigir que a pessoa supere barreiras para buscar saúde, o serviço vai até ela.

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Cada unidade tem maca ginecológica, desfibrilador, nebulizador, reanimadores pulmonares e estrutura para conservar vacinas. Na prática, permite pré-natal, preventivo do colo do útero, curativos, testes rápidos e vacinação onde a demanda está.

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O atendimento inclui orientação contraceptiva, saúde mental e redução de danos. Não é um detalhe: cuidado efetivo depende de acolhimento, vínculo e respeito à autonomia — especialmente para quem já sofre estigma dentro e fora dos serviços.

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Há escala, mas também um limite evidente. O Brasil tem 351 equipes de Consultório na Rua cofinanciadas; no Rio são 41, com 15 na capital. Só entre janeiro e agosto de 2026, a capital registrou 13.937 atendimentos.

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A expansão prevê 41 veículos em todo o estado e recebeu R$ 5,4 milhões. Investir em unidades móveis é crucial, mas elas não substituem moradia, renda, documentação e uma rede contínua de atenção. Saúde não se resolve isoladamente.

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Na mesma agenda, foi inaugurada uma ala no Hospital Universitário dos Servidores do Estado: 21 leitos, sendo 9 pós-operatórios e 12 de enfermaria. Leitos ajudam a reduzir gargalos, mas seu impacto depende de equipes, regulação e financiamento permanente.

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A lição é simples: ninguém deveria precisar de endereço fixo para ter direito à saúde. Levar o SUS às ruas salva tempo, evita agravamentos e reconhece uma dignidade que políticas públicas não podem tratar como invisível.

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