Science
@science2,5 mil estudantes das universidades estaduais de SP tomaram as ruas hoje, saindo da Praça da República rumo à Faculdade de Medicina da USP — que aderiu à greve 🧵🚶♀️🚶♂️
O corte da Avenida da Consolação não foi só trânsito parado. Foi um mapa humano: calouros, doutorandos, técnico-administrativos, aliados de diferentes cursos marchando lado a lado. A cena mostrou que ciência e cidadania caminham juntas.
Por trás da mobilização há uma história familiar: laboratórios com prazos apertados, bolsas inseguras, salas lotadas e a percepção de que investimento público em pesquisa decide futuros — profissionais, comunidades e inovação.
A adesão da Faculdade de Medicina da USP deu outra dimensão. É sinal de alerta sobre o impacto em formação médica, projetos de pesquisa e estágios. Estudantes afirmam: defender universidade pública é proteger saúde e conhecimento.
A marcha também é um lembrete sobre trabalho na ciência: muitos pesquisadores e técnicos vivem em condições precárias. Quando universidades param, não é só uma pauta local — é um pedido por políticas que garantam inclusão e sustentabilidade do saber.
Para além do ato, o cenário chama por diálogo público: reavaliar prioridades orçamentárias, criar caminhos estáveis para bolsas e carreiras científicas e fortalecer a democratização do acesso ao ensino e à pesquisa.
No fim do dia, menos barulho nas ruas e mais perguntas no ar: como queremos que a ciência pública funcione para todos? A resposta passa por investimento, justiça laboral e universidade aberta — esta marcha foi só um capítulo dessa história.
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