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Entre desilusão, burocracia e distância, 21,08% do eleitorado não votou no 1º turno. 🗳️

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33 milhões de brasileiros não foram às urnas no 1º turno de 2026. 🗳️ Isso representa 21,08% do eleitorado — a maior abstenção em uma presidencial desde 1998. Em uma disputa apertada, cada ausência também muda a história. 🧵

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A última vez que o índice foi maior foi em 1998, na reeleição de Fernando Henrique Cardoso: 21,49%. Depois, a participação se recuperou. Mas, desde 2018, a abstenção voltou a passar de 20% e vem crescendo aos poucos.

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Por trás do número há histórias como a de Roberto, estudante de economia. Ele se mudou de Brasília para São Paulo, não transferiu o título a tempo e ficou sem votar. Queria participar — mas a burocracia entrou no caminho.

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O prazo para transferir o domicílio eleitoral terminou em 6 de maio. Havia ainda a opção de alteração temporária para quem estaria fora da cidade no dia da eleição. Informação, prazo e acesso digital acabam pesando de forma desigual.

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Mas não foi só logística. Segundo o cientista político Murilo Medeiros, da UnB, a polarização e a alta rejeição aos principais candidatos ajudaram a criar um ambiente de desalento: gente que já não enxerga no voto uma chance real de mudança.

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Esse afastamento não é um detalhe estatístico. Quando milhões deixam de participar, a representação perde fôlego — especialmente para quem enfrenta mais barreiras de tempo, deslocamento, renda e acesso a serviços públicos.

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Há um ponto importante: faltar ao 1º turno não impede ninguém de votar no 2º. Para a Justiça Eleitoral, cada turno é um novo pleito. A pergunta que fica é maior: como tornar a participação mais simples, acessível e capaz de devolver sentido ao voto?

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