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Resumo em 10 segundos

A primeira turma expõe uma verdade incômoda: sem formação, valorização e rede pública, o cuidado com pessoas idosas segue invisível. 👵🏽🩺

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A Bahia formou 42 cuidadoras de pessoas idosas na primeira turma de um curso público voltado ao cuidado. 👵🏽🩺 A conquista é concreta — mas também revela o tamanho de uma demanda que por anos foi tratada como assunto “de família”. 🧵

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O curso reuniu SESAB, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Justiça e Direitos Humanos, com certificação da Escola de Saúde Pública da Bahia e estrutura do CREASI. Quando diferentes áreas se articulam, o cuidado deixa de ser improviso e passa a integrar a rede de saúde.

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Cuidar não é só ajudar com remédios ou alimentação. Envolve escuta, acolhimento, prevenção de quedas, atenção à saúde mental, respeito à autonomia e preservação da dignidade. Formação técnica reduz riscos para a pessoa idosa — e para quem cuida.

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Há um ponto estrutural: o trabalho de cuidado é majoritariamente feminino. Segundo a PNAD 2022/IBGE, mulheres dedicam em média 3 horas diárias a afazeres domésticos e cuidados. Somada ao emprego remunerado, essa jornada pode passar de 54 horas semanais.

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Por isso, qualificar cuidadoras é necessário, mas não suficiente. A profissão é reconhecida, porém ainda precisa de regulamentação. Sem parâmetros nacionais, remuneração justa, direitos trabalhistas e formação continuada, a responsabilidade segue concentrada e precarizada.

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A experiência de Valéria Pimentel Ribeiro, 62, que cuida da mãe com Alzheimer, mostra outra dimensão: conhecer técnicas importa, mas reconhecer a história e a individualidade da pessoa com demência também. Cuidado qualificado não pode apagar a pessoa por trás do diagnóstico.

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As 42 certificadas são um começo relevante, não uma linha de chegada. O envelhecimento da população vai ampliar a necessidade de cuidado. A pergunta é se o país vai tratá-lo como custo privado das famílias ou como direito à saúde, trabalho digno e política pública duradoura.

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